segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Novena dos estudantes a São José de Cupertino





Novena a São José de Cupertino



Oração preparatória para todos os dias: 

Gloriosíssimo São José de Cupertino, protetor dos estudantes, não desprezeis as súplicas que os dirijo implorando vosso auxilio nas provas de meus estudos.
Alcançai-me do Senhor que, como verdadeira fonte de luz e sabedoria, dissipe as trevas de meu entendimento, o pecado e a ignorância, instruindo minha língua e difundindo em meus lábios a graça de sua benção.
Dai-me agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, e no momento do exame, graça e abundância para falar, acerto ao começar, direção ao continuar e perfeição ao acabar, se assim convém a maior glória de Deus e proveito de minha alma. Amém.







Meditar às máximas e rezar as jaculatórias do dia correspondente:

PRIMEIRO DIA
Máxima: "o que tem fé é Senhor do mundo."
Jaculatória: São José de Cupertino, espelho de fé, rogai por mim.

Segundo Dia
Máxima: "quem tem esperança em todo lugar, não faz pouco."
Jaculatória: São José de Cupertino, espelho de esperança, rogai por mim.

Terceiro Dia
Máxima: "Tudo se deve fazer para voltar propicio a misericórdia divina até o próximo."
Jaculatória: São José de Cupertino, fonte do caridade, rogai por mim.

Quarto Dia
Máxima: "Em qualquer tentação, não confieis nunca em vós mesmos; mas levantando o olhar ao crucifixo, apoiarás vos inteiramente no Salvador, e logo nada temeras, que Deus não deixara de ser vos fiel se vós permaneceis com Ele."
Jaculatória: São José de Cupertino, modelo de humildade, rogai por mim.

QUINTO DIA
Máxima: "A obediência é o mais eficaz exorcismo contra o demônio."
Jaculatória: São José de Cupertino, modelo de prudência, rogai por mim.

SEXTO DIA
Máxima: "quem tem paciência em todo lugar, não faz pouco."
Jaculatória: São José de Cupertino, modelo de paciência, rogai por mim.


SÉTIMO DIA
Máxima: "Os santos não se fazem no Paraíso, senão na terra, por onde é necessário padecer neste mundo para poder gozar do Paraíso."
Jaculatória: São José de Cupertino, exemplo de penitência, rogai por mim.

OITAVO DIA
Máxima: "Refúgio de pecadores, Mãe de Deus, recordai de mim."
Jaculatória: São José de Cupertino, tesouro de graça, rogai por mim.

NONO DIA
Máxima: "Sendo Vós criado para amar e servir a Deus, vos será pedida conta de se tem amado a vosso Criador."
Jaculatória: São José de Cupertino, fogueira de amor de Deus, rogai por mim.

Oração Final para todos os dias:

Deus, nosso Pai, hoje vos pedimos pela intercessão do vosso servo São José de Cupertino que envieis sobre nós o Espírito Santo e plenificai-nos com vossos dons celestiais:

Vinde Espírito Criador, a nossa alma visitai 
e enchei os corações com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor 
de Deus excelso dom sem par,
a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois o doador dos sete dons e sois poder na mão do Pai, 
por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamai.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor, 
nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos a vossa paz, 
se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador, por vós possamos conhecer 
que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer.
Amém!

Rogai por nós, Bem-Aventurado São José de Cupertino, 
para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!

São José Cupertino, rogai por nós.
Espírito Santo, iluminai-nos.
Nossa Senhora, Imaculada Esposa do Espírito Santo, rogai por nós.
Sagrado Coração de Jesus, sede da Divina Sabedoria, iluminai-nos.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Hino para o Ano Santo (Jubileu) da Misericórdia em Português (vídeo, letra e partitura)






Hino Oficial do Ano da Misericórdia

Partitura órgão e coro:
http://www.cnbbsul1.org.br/wp-content/uploads/downloads/2015/12/Coro-e-orgão.pdf


Acordes cifrados:
http://www.cnbbsul1.org.br/wp-content/uploads/downloads/2015/12/Acordes-cifrados.pdf


Misericordes sicut Pater ( 4x)
Demos graças ao Pai, porque ele é bom – in aeternum misericordia eius 
Ele criou o mundo com sabedoria – in aeternum misericordia eius
Conduz seu povo na história – in aeternum misericordia eius
Perdoa e acolhe os seus filhos – in aeternum misericordia eius


Misericordes sicut Pater (4x)
Demos graças ao Filho, Luz das nações – in aeternum misericordia eis
Ele nos  amou com um coração de carne – in aeternum misericordia eius
Dele recebemos, a Ele nos doamos – in aeternum misericordia eius.
Abra-se o coração a quem tem fome e sede – in aeternum misericordia eius

Misericordes sicut Pater (4x)
Peçamos ao Espírito os sete santos dons – in aeternum misericordia eius
Fonte de todo bem, dulcíssimo alívio – in aeternum misericordia eius
Por Ele confortados, ofereçamos conforto – in aeternum misericordia eius
O amor espera e tudo suporta – in aeternum misericordia eius

Misericordes sicut Pater (4x)
Peçamos a paz ao Deus de toda paz – in aeternum misericordia eius
A terra espera o Evangelho do Reino – in aeternum misericordia eius
Graça e alegria a quem ama e perdoa – in aeternum misericordia eius
Serão novos os céus e a terra – in aeternum misericordia eius

Misericordes sicut Pater (4x)

Misericordes, Misericordes, Misericordes sicut Pater

Misericordes, Misericordes, Misericordes, Misericordes sicut Pater

Sicut Pater,

Misericordes, Misericordes sicut Pater.




sexta-feira, 22 de maio de 2015

Os Padres da Igreja sobre o Espírito Santo (VII) - São Leão Magno (Século V)


O ESPÍRITO SANTO é o inspirador da fé, o Mestre da ciência, a fonte do amor,
 o selo da castidade, o artífice de toda virtude.




Todos os corações sabem, caríssimos, que a solenidade de hoje deve ser celebrada como uma das festas mais importantes. Ninguém ignora ou contesta a reverência com que se deve festejar este dia, consagrado pelo Espírito Santo com o milagre excelente de seu dom. Sendo, na verdade, o décimo dia depois daquele em que o Senhor subiu ao céu, para se assentar à direita de Deus, refulge como o dia qüinquagésimo após a sua Ressurreição, e traz em si grandes mistérios, referentes a antigos e novos sacramentos, na mais clara manifestação de que a Graça foi prenunciada pela Lei e a Lei cumprida pela Graça. Sim, do mesmo modo como outrora, no monte Sinai, a Lei fora dada ao povo hebreu, libertado dos egípcios, no dia qüinquagésimo após a imolação do cordeiro, assim também, após a Paixão de Cristo, imolação do verdadeiro Cordeiro de Deus, é no qüinquagésimo dia desde sua Ressurreição que se infunde o Espírito Santo nos apóstolos e na multidão dos fiéis. O cristão diligente facilmente vê como os inícios do Antigo Testamento serviram aos primórdios do Evangelho, e como a segunda Aliança foi criada pelo mesmo Espírito que instituiu a primeira.
Com efeito, diz a narrativa dos apóstolos:
“Como se completassem os dias de Pentecostes e estivessem todos os discípulos juntos no mesmo lugar, repentinamente se fez ouvir do céu um ruído como o de vento que soprava impetuosamente, e encheu toda a casa onde estavam. Apareceram-lhes então como línguas de fogo, que se puseram sobre cada um deles; e todos ficaram cheios do Espírito Santo, começando a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia falarem” [1].
É veloz a palavra da Sabedoria, e onde Deus é o Mestre quão rapidamente se aprende a doutrina! Não houve necessidade de interpretação para o entendimento, não houve aprendizado, não houve prazo para estudo, mas, assim que o Espírito da verdade soprou como quis, as línguas particulares dos diversos povos se tornaram comuns na boca da Igreja.
A partir desse dia ressoou a trombeta da pregação evangélica. A partir desse dia as chuvas de graças, os rios das bênçãos irrigaram todos os desertos e a terra inteira, pois a fim de renovar sua face “o Espírito de Deus pairava sobre as águas” [2]. E, para a expulsão das trevas de antes, coruscavam os relâmpagos da nova Luz no esplendor das línguas flamejantes. Assim se manifestava a luminosa e ígnea palavra do Senhor, dotada da eficácia de iluminar e da força de abrasar, necessárias ao entendimento e à destruição do pecado.
Porém, caríssimos, embora tenha sido admirável a própria aparência desses acontecimentos e não haja dúvida de que a majestade do Espírito Santo tenha estado presente à harmonia exultante das vozes humanas, não se pense que apareceu a sua divina essência naquilo que se mostrou aos olhes corporais. A natureza invisível e comum ao Pai e ao Filho manifestou a qualidade de seu dom e de sua obra por meio do sinal de santificação que bem lhe aprouve, mas conteve em sua divindade a propriedade de sua essência.
Assim como a visão humana não pode perceber o Pai e o Filho também não percebe o Espírito Santo. Na Trindade, com efeito, nada é dissemelhante, nada é desigual, e todas as coisas que se possam pensar a respeito dessa substância não se distinguem pela excelência, pela glória ou pela eternidade. É verdade que, conforme as propriedades das Pessoas, um é o Pai, outro o Filho, outro o Espírito Santo, mas não há divindade diferente, natureza distinta. Assim como o Filho precede do Pai, igualmente o Espírito Santo é Espírito do Pai e do Filho. Não como as criaturas, que são também do Pai e do Filho, mas como alguém que, como ambos, vive, é poderoso e existe eternamente, desde que existem o Pai e o Filho. Por essa razão o Senhor, quando prometeu a vinda do Espírito Santo aos discípulos, antes do dia da Paixão, disse:
“Ainda muitas coisas vos tenho a dizer: quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá para toda a verdade. Pois não falará de si mesmo, mas falará o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que deverão suceder. Tudo o que o Pai tem é meu; per isto disse que receberá do que é meu e vos anunciará” [3].
O Pai, portanto não tem algo que não o tenham o Filho ou o Espírito Santo. Tudo o que tem o Pai, tem o Filho e tem o Espírito Santo. Nunca faltou na Trindade essa perfeita comunhão; nela são uma mesma coisa “tudo possuir” e “sempre existir”. Não imaginemos sucessão de tempo na Trindade, não imaginemos gradações ou diferenças. Se, de um lado não se pode explicar o que Deus é, de outro não se ouse afirmar o que Deus não é. Seria melhor deixar de discorrer sobre as propriedades da natureza inefável de Deus, do que afirmar o que não lhe convém. O que concebem, pois, os corações piedosos a respeito da glória eterna e imutável do Pai, entendam-no ao mesmo tempo do Filho e do Espírito Santo, de um modo inseparável e sem diferença. Nossa confissão é ser a Trindade um só Deus, já que nas três Pessoas não existe diversidade de substancia, poder, vontade ou operação.
Assim, se reprovamos os arianos, que pretendem existir diferença entre o Pai e o Filho, reprovamos igualmente os macedonianos, os quais, embora atribuindo igualdade entre o Pai e o Filho, pensam que o Espírito Santo seja de natureza inferior. Eles não vêem estarem incidindo naquela blasfêmia indigna de ser perdoada tanto no século presente como no futuro, consoante a palavra do Senhor:
“A todo o que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas ao que disser contra o Espírito Santo não será perdoado nem neste século nem no vindouro” [4].
Quem permanece, portanto, nessa impiedade fica sem perdão, pois expulsou de si aquele por meio do qual seria capaz de confessar a verdadeira fé. Jamais se beneficiará do perdão quem não tiver advogado para protegê-lo.
Ora, é do Espírito Santo que procede em nós a invocação do Pai, dele são as lágrimas dos penitentes, dele os gemidos dos que suplicam, “… e ninguém pode dizer Senhor Jesus senão no Espírito Santo” [5].
O Apóstolo prega de maneira evidente a onipotência do Espírito, igual à do Pai e do Filho, bem como sua divindade, ao dizer:
“há diversidade de graças, mas um mesmo é o Espírito; e há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor; e há diversidade de operações, mas um mesmo é o Deus que opera tudo em todos” [6].
Por estes e outros documentos, através dos quais, de inumeráveis modos brilha a autoridade das palavras divinas, sejamos incitados, caríssimos, unanimemente, à veneração de Pentecostes, exultando em honra do Santo Espírito, por quem toda a Igreja é santificada e toda alma racional é penetrada. Ele é o inspirador da fé, o Mestre da ciência, a fonte do amor, o selo da castidade, o artífice de toda virtude.
Regozijem-se as mentes dos fiéis com o fato de, em todo o mundo, ser louvado pelas diferentes línguas o Deus uno, Pai, e Filho e Espírito Santo; com o fato de prosseguir em seu trabalho e dom aquela santificação que apareceu na chama do fogo. O mesmo Espírito da verdade faz refulgir com sua luz a morada de sua glória, nada querendo de tenebroso ou morno em seu templo.
Foi também por auxílio e instrução desse Espírito que recebemos a purificação do jejum e da esmola. Com efeito, segue-se ao venerável dia de hoje um costume de salutar observância, que os santos julgam de grande utilidade e nós vos exortamos, com pastoral solicitude, a que o celebreis com o maior zelo possível. Assim, se a negligência vos fez contrair em dias passados algo de pecaminoso, seja isto penitenciado pela censura do jejum e pelo devotamento da misericórdia. Jejuemos na quarta e na sexta-feira, para sábado celebrarmos juntos as vigílias, com a habitual devoção. Por Cristo, Nosso Senhor que vive e reina com o Pai e o Espírito santo, pelos séculos dos séculos. Amém
[1] At 2,1-4.
[2] Gn 1,2.
[3] Jo 16,12-13.15.
[4] Mt 12,32.
[5] lCor 12,3.
[6] lCor 12,4-6.

SÃO LEÃO MAGNO, Sermão sobre Pentecostes, in: GOMES, C. Folch Antologia dos Santos Padres. São Paulo- Ed. Paulinas 1979


Os padres da Igreja sobre o Espírito Santo (VI) - Santo Agostinho (Século IV-V)


As línguas de fogo prefiguravam a Santa Igreja 



Amanheceu para nós,irmãos, o dia venturoso, em que a santa Igreja brilha nos rostos de seus fiéis e arde em seus corações. Porque celebramos aquele dia em que Nosso Senhor Jesus Cristo, glorificado pela ascensão após sua ressurreição, enviou o Espírito Santo. Assim está realmente descrito no Evangelho: O que tenha sede, diz, venha a mim; o que crê em mim, que beba: de seu interior manarão rios de água viva. O explica em seguida o evangelista, dizendo: Dizia isto referindo-se ao Espírito que receberiam os que cressem nele. Mas ainda não tinha dado o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado. Restava, portanto, que uma vez glorificado Jesus após sua ressurreição dentre os mortos e sua ascenção ao céu, imediatamente se seguisse a doação do Espírito Santo enviado pelo mesmo que o tinha prometido. Como de fato aconteceu.

Na realidade, depois do Senhor ter convivido com seus discípulos, após sua ressurreição, durante quarenta dias, subiu ao céu, e, no dia quinquagésimo, que hoje celebramos, enviou o Espírito Santo, conforme está escrito: De repente, um ruído do céu, como um vento forte, ressoou em toda a casa; apareceram umas línguas de fogo, que se repartiram, pousando sobre cada um deles. E começaram a falar em línguas estrangeiras, cada um na língua que o Espírito lhe sugeria.

Aquele vento purificava os corações da palha carnal; aquele fogo consumia o feno da antiga concupiscência; aquelas línguas em que falavam os que estavam plenos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, mediante as línguas de todos os povos. Pois assim como depois do dilúvio a soberba impiedade dos homens edificou uma grandiosa torre contra o Senhor, ocasião na qual o gênero humano mereceu ser divido pela diversidade de línguas, de modo que cada nação falasse sua própria língua para não ser entendida pelas demais; assim a humilde piedade dos fiéis reduziu essa diversidade de línguas à unidade da Igreja; de maneira que aquilo que a discórdia tinha dispersado, o reunisse a caridade; e, assim, os membros dispersos do gênero humano, qual membros de um mesmo corpo, fosse reintegrados à unidade de uma única cabeça, que é Cristo, e fundidos na unidade do corpo santo mediante o fogo do amor.

Entretanto, deste dom do Espírito Santo estão totalmente excluídos os que odeiam a graça da paz e os que não mantêm a harmonia da unidade. E ainda que também eles se reúnam hoje solenemente, ainda que escutem estas leituras nas quais o Espírito Santo é prometido e enviado, as escutam para sua condenação, não para sua recompensa. De fato, de que lhes aproveita ouvir com os ouvidos o que rejeitam com o coração? De que lhes serve celebrar a festa daquele, cuja luz odeiam?

Em vez disso vós, meus irmãos, membros do corpo de Cristo, germens da unidade, filhos da paz, festejai este dia com alegria, celebrem-no com satisfação. Em vós se realiza o que se preanunciava nos dias da vinda do Espírito Santo. Assim como naquela ocasião os que recebiam o Espírito Santo, mesmo sendo um so homem, falava todas as línguas, assim também agora por todas as nações e em todas as línguas fala essa mesma unidade, radicados na qual possuís o Espírito Santo, mas com a condição de que não estejais separados por cisma algum da Igreja de Cristo, que fala todas as línguas.”

Santo Agostinho, Sermão 271

Os Padres da Igreja sobre o Espírito Santo (V) - São Cirilo de Alexandria (Século V)



Se eu não for, o Espírito não virá a vós



        Cristo tinha cumprido a sua missão sobre a terra, e para nós havia chegado o momento de entrarmos em comunhão com a natureza divina do Verbo. Era preciso que a nossa vida anterior fosse transformada em outra diferente, come­çando um novo estilo de vida em santidade. Ora, isto só podia ser realizado pela participação do Espírito Santo.
        O tempo mais oportuno para o envio do Espírito Santo e sua descida sobre nós foi o que se seguiu à ascensão de Cristo nosso Salvador.
        De fato, enquanto Cristo vivia visivelmente entre os seus fiéis, ele mesmo, segundo julgo, dispensava-lhes todos os bens. Mas quando chegou o momento estabelecido para subir ao Pai celeste, era necessário que ele continuasse presente no meio de seus fiéis por meio do Espírito e habitasse pela fé em nossos corações, a fim de que pudésse­mos clamar com toda confiança: Aba - ó Pai! (Rm 8,15). E ainda nos tornássemos capazes de progredir sem demora no caminho da perfeição, superando com fortaleza invencível as ciladas do demônio e as perseguições dos homens, graças à assistência do Espírito todo-poderoso.
        Não é difícil demonstrar, com o testemunho das Escri­turas, tanto do Antigo como do Novo Testamento, que o Espírito transforma e comunica uma vida nova àqueles em quem habita.
        O servo de Deus Samuel, dirigindo-se a Saul, diz: O Espírito do Senhor virá sobre ti e tu te tomaras outro homem (cf. ISm 10,6). E São Paulo afirma: Todos nós, porém, com o rosto descoberto, contemplamos e refletimos a glória do Senhor, e assim seremos transformados à sua imagem, pelo seu Espírito. Pois o Senhor é Espírito (2Cor 3,18.17).
        Vês como o Espírito transforma noutra imagem aqueles em quem habita? Facilmente ele os faz passar do amor das coisas terrenas à esperança das realidades celestes, e do temor e da indecisão à firme e generosa fortaleza de alma. Foi o que sucedeu com os discípulos: animados e fortaleci­dos pelo espírito, nunca mais se deixaram intimidar pelos seus perseguidores, permanecendo inseparavelmente uni­dos e fiéis ao amor de Cristo.
        É verdade, portanto, o que diz o Salvador: É bom para vós que eu volte para os céus (cf. Jo 16,7), porque tinha chegado o tempo de o Espírito Santo descer sobre eles.


São Cirilo de Alexandria, Comentário ao Evangelho de São João, X, 16, 6-7

Os Padres da Igreja sobre o Espírito Santo (IV) - Santo Hilário de Poitiers (Século IV)


O ESPÍRITO SANTO:
 dom do PAI em CRISTO



        O Senhor mandou batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, quer dizer, professando a fé no Criador, no Filho e no que é chamado Dom de Deus.
        Um só é o Criador de todas as coisas. Pois um só é Deus Pai, de quem tudo procede; um só é o Filho Unigênito, nosso Senhor Jesus Cristo, por quem tudo foi feito; e um só é o Espírito, que foi dado a todos nós.
        Todas as coisas são ordenadas segundo suas capacida­des e méritos: um só é o Poder, do qual tudo procede; um só é o Filho, por quem tudo começa; e um só é o Dom, que é penhor da esperança perfeita. Nada falta a tão grande per­feição. Tudo é perfeitíssimo na Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo: a infinidade no Eterno, o esplendor na Imagem, a atividade no Dom.
        Escutemos o que diz a palavra do Senhor sobre a ação do Espírito em nós: Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de compreendê-las agora (Jo 16,12), É bom para vós que eu parta: se eu me for, vos mandarei o Defensor (cf. Jo 16,7).
        Em outro lugar: Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará uni outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade (Jo 14,16-17). Ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anuncia­rá. Ele me glorificará porque receberá do que é meu (Jo 16,13-14).
        Estas palavras, entre muitas outras, foram ditas para nos dar a conhecer a vontade daquele que confere o Dom e a natureza e a perfeição do mesmo Dom. Por conseguinte, já que a nossa fraqueza não nos permite compreender nem o Pai nem o Filho, o Dom que é o Espírito Santo estabelece um certo contato entre nós e Deus, para iluminar a nossa fé nas dificuldades relativas à encarnação de Deus.
        Assim, o Espírito Santo é recebido para nos tornar capazes de compreender. Como o corpo natural do homem permaneceria inativo se lhe faltassem os estímulos necessá­rios para as suas funções - os olhos, se não há luz ou não é dia, nada podem fazer; os ouvidos, caso não haja vozes ou sons, não cumprem seu ofício; o olfato, se não sente nenhum odor, para nada serve; não porque percam a sua capacidade natural por falta de estímulo para agir - assim é a alma humana: se não recebe pela fé o Dom que é o Espírito, tem certamente uma natureza capaz de conhecer a Deus, mas falta-lhe a luz para chegar a esse conhecimento.
        Este Dom de Cristo está inteiramente à disposição de todos e encontra-se em toda parte; mas é dado na medida do desejo e dos méritos de cada um. Ele está conosco até o fim do mundo; ele é o consolador no tempo da nossa espera; ele, pela atividade dos seus dons, é o penhor da nossa esperança futura; ele é a luz do nosso espírito; ele é o esplendor das nossas almas.


Santo Hilário de Poitiers, Tratado sobre a Trindade, II, 1.33.35.


Os Padres da Igreja sobre o Espírito Santo (III) - São Cirilo de Jerusalém (Século IV)



A água viva do ESPÍRITO SANTO



        A água que eu lhe der se tornará nele fonte de água viva, que jorra para a vida eterna (Jo 4,14). Água diferente, esta que vive e jorra; mas jorra apenas sobre os que são dignos dela. Por que motivo o Senhor dá o nome de "água" à graça do Espírito Santo? Certamente porque tudo tem necessidade de água; ela sustenta as ervas e os animais. A água das chuvas cai dos céus; e embora caia sempre do mesmo modo e na mesma forma, produz efeitos muito variados. De fato, o efeito que produz na palmeira não é o mesmo que produz na videira; e assim em todas as coisas, apesar de sua natureza ser sempre a mesma e não poder ser diferente de si própria. Na verdade, a chuva não se modifica a si mesma em qualquer das suas manifestações. Contudo, ao cair sobre a terra, acomoda-se às estruturas dos seres que a recebem, dando a cada um deles o que necessita.
        Com o Espírito Santo acontece o mesmo. Sendo único, com uma única maneira de ser e indivisível, distribui a graça a cada um conforme lhe apraz. E assim como a árvore ressequida, ao receber água, produz novos rebentos, assim também a alma pecadora, ao receber do Espírito Santo o dom do arrependimento, produz frutos de justiça. O Espírito tem um só e o mesmo modo de ser; mas, por vontade de Deus e pelos méritos de Cristo, produz efeitos diversos.
        Serve-se da língua de uns para comunicar o dom da sabedoria; ilumina a inteligência de outros com o dom da profecia. A este dá o poder de expulsar os demônios; àquele concede o dom de interpretar as Sagradas Escrituras. A uns fortalece na temperança, a outros ensina a misericórdia; a estes inspira a prática do jejum e como suportar as austeridades da vida ascética; e àqueles o domínio das tendências carnais; a outros ainda prepara para o martírio. Enfim, manifesta-se de modo diferente em cada um, mas permanece sempre igual a si mesmo, como está escrito: A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum (ICor 12,5).
        Branda e suave é a sua aproximação; benigna e agradá­vel é a sua presença; levíssimo é o seu jugo! A sua chegada é precedida por esplêndidos raios de luz e ciência. Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, ilu­minar a alma de quem o recebe, e, depois, por meio desse, a alma dos outros.
Quem se encontra nas trevas, ao nascer do sol recebe nos olhos a sua luz, começando a enxergar claramente coisas que até então não via. Assim também, aquele que se tornou digno do Espírito Santo, recebe na alma a sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava.


São Cirilo de Jerusalém, Sobre o Espírito Santo (Catequese 16), 1, 11-12,16

Os Padres da Igreja sobre o Espírito Santo (II) - São Basílio Magno (século IV)


A ação do ESPÍRITO SANTO 



Qual o homem que, ao ouvir os nomes com os quais é designado o Espírito Santo, não eleva seu ânimo e o seu pensamento para a natureza divina? É chamado Espírito de Deus, Espírito da verdade que procede do Pai, Espírito de retidão, Espírito principal e, como nome próprio e peculiar, Espírito Santo.

Volta-se para ele o olhar de todos os que buscam a santificação; para ele tende a aspiração de todos os que vivem segundo a virtude; é o seu sopro que os revigora e reanima para atingirem o fim natural e próprio para que foram feitos.

Ele é fonte da santidade e luz da inteligência; é ele que dá, de si mesmo, uma certa iluminação à nossa razão natural para que encontre a verdade.

Inacessível por sua natureza, torna-se acessível por sua bondade. Enche tudo com o seu poder, mas comunica-se apenas aos que são dignos; não a todos na mesma medida, mas distribuindo os seus dons em proporção da fé. Simples na essência, múltiplo nas manifestações do seu poder, está presente por inteiro em cada um, sem deixar de estar todo em todo lugar. Reparte-se e não sofre diminuição. Todos dele participam e permanece íntegro, à semelhança dos raios do sol que fazem sentir a cada um a sua luz benéfica como se fosse para ele só, e contudo iluminam a terra e o mar e se difundem pelo espaço.

Assim é também o Espírito Santo: está presente em cada um dos que são capazes de recebê-lo, como se estivesse nele só, e, não obstante, dá a todos a totalidade da graça de que necessitam. Os que participam do Espírito recebem os seus dons na medida em que o permite a disposição de cada um, mas não na medida do poder do mesmo Espírito.

Por ele, os corações são elevados ao alto, os fracos são conduzidos pela mão, os que progridem na virtude chegam à perfeição. Ele ilumina os que foram purificados de toda mancha e torna-os espirituais pela comunhão consigo.

E como os corpos límpidos e transparentes, sob a ação da luz, se tornam também 
extraordinariamente brilhantes e irradiam um novo fulgor, da mesma forma também as almas que recebem o Espírito e são por ele iluminadas tornam-se espirituais e irradiam sobre os outros a graça que lhes foi dada.

Dele procede a previsão do futuro, a inteligência dos mistérios, a compreensão das coisas ocultas, a distribuição dos carismas, a participação na vida do céu, a companhia dos coros dos anjos. Dele nos vem a alegria sem fim, a união constante e a semelhança com Deus; dele procede, enfim, o bem mais sublime que se pode desejar: o homem é divinizado.

São Basílio Magno, Tratado sobre o Espírito Santo, capítulo IX,  nn.22-23.


Os Padres da Igreja sobre o Espírito Santo (I) - Santo Irineu de Lyon (século II)





O Envio do ESPÍRITO SANTO



Ao dar a seus discípulos poder para que fizessem os homens renascer em Deus, o Senhor lhes disse: Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19)
Deus prometera, por meio dos profetas, que nos últimos tempos derramaria o seu Espírito sobre os seus servos e servas para que recebessem o dom da profecia. Por isso, o Espírito Santo desceu sobre o Filho de Deus, que se fez Filho do homem, habituando-se com ele a conviver com o gênero humano, a repousar sobre os homens e a morar na criatura de Deus. Assim renovava os homens segundo a vontade do Pai, fazendo-os passar da sua antiga condição para a vida nova em Cristo.
São Lucas nos diz que esse Espírito, depois da ascensão do Senhor, desceu sobre os discípulos no dia de Pentecostes, com o poder de dar a vida nova a todos os povos e de fazê-los participar da Nova Aliança. Eis por que, naquele dia, todas as línguas se uniram no mesmo louvor de Deus, enquanto o Espírito congregava na unidade as raças mais diferentes e oferecia ao Pai as primícias de todas as nações.
Foi por isso que o Senhor prometeu enviar o Paráclito, que os tornaria capazes de receber a Deus. Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto. 
Com efeito, nossos corpos receberam, pela água do batismo, aquela unidade que os torna incorruptíveis; nossas almas, porém, a receberam pelo Espírito. 
O Espírito de Deus desceu sobre o Senhor como espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e de temor de Deus (Is 11,2). É este mesmo Espírito que o Senhor por sua vez deu à Igreja, enviando do céu o Paráclito sobre toda a terra, daquele céu de onde também Satanás caiu como um relâmpago (cf. Lc 10,18).
Por esse motivo, temos necessidade deste orvalho da graça de Deus para darmos fruto e não sermos lançados ao fogo, e para que também tenhamos um Defensor onde temos um acusador. Pois o Senhor confiou ao Espírito Santo o cuidado da sua criatura, daquele homem que caíra nas mãos dos ladrões e a quem ele, cheio de compaixão, enfaixou as feridas e deu dois denários reais. Tendo assim recebido pelo Espírito a imagem e a inscrição do Pai e do Filho, façamos frutificar os dons que nos foram confiados e os restituamos multiplicados ao Senhor.

IRINEU de Lyon, Adversus Haereses, (Tratado contra as Heresias), III, 17, 1-3

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Santo Anjo da Guarda do Brasil




OREMOS:

"Santo Anjo do Brasil, vós fostes encarregado pelo PAI ETERNO de guardar esta Terra de Santa Cruz e ajudá-la a crescer e desenvolver-se conforme Seus desígnios benevolentes.

Nós cremos no vosso poder junto de DEUS e confiamos na vossa prontidão em socorrer-nos. Sede, pois, nosso guia para que cumpramos convosco a nossa missão no mundo.

Ajudai a Igreja no Brasil a anunciar CRISTO com franqueza e alegria e penetrar toda a sociedade com o fermento do Evangelho.

Afastai, com a força da Santa Cruz, todos os poderes inimigos que ameaçam o povo brasileiro.

Unimos as nossas preces às vossas. Apresentai-as diante do Trono de DEUS, para que, unidas ao sacrifício de JESUS, oferecido diariamente em nossos altares, alcancem aquelas graças que mais precisamos nesta hora de combate espiritual.

E guardai-nos, sempre debaixo do manto protetor de Nossa Senhora Aparecida, nossa Mãe e Rainha, para que permaneçamos fiéis no caminho de JESUS, o único que nos conduz da terra ao Céu. Lá na assembleia de todos os povos, unidos como uma só família de DEUS, louvaremos e agradeceremos convosco ao PAI Eterno, com seu FILHO e ESPÍRITO de Amor, por toda a eternidade. Amém"

Com provação eclesiástica. Aparecida, 28 de maio de 2012. Dom Raymundo Damasceno de Assis.


Abaixo, uma foto do "Anjo da Guarda do Brasil" que se encontra no Altar de Nossa Senhora Aparecida, na Basílica de São Joaquim, em Roma:




quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Papa Francisco realiza campanha para arrecadar fundos para as Filipinas




O Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar o seu caminho. (Porta Fidei)
Papa Francisco:
Lembremos as Filipinas, o Vietnam e toda a região atingida pelo furacão Haiyan. Sede generosos na oração e na ajuda concreta.


Na conclusão do Ano da Fé, unimo-nos à iniciativa do Papa Francisco para ajudar concretamente as populações mais atingidas pelo tufão Haiyan nas Filipinas.

Os donativos recolhidos serão entregues à Conferência Episcopal das Filipinas que irá utilizá-los de acordo com as necessidades mais urgentes.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Editora do Vaticano publica "CORPUS CHRISTI: A Sagrada Comunhão e a Renovação da Igreja" de Dom Atanhasius Schneider.



Dom Athanasius Scnheider, bispo auxiliar de Santa MARIA Santíssima em Astana (Casaquiestão), escreveu ainda: "DOMINUS Est: Reflexões de um bispo da ásia sobre a Sagrada Comunhão", publicado inicialmente pela Editora do Vaticano e traduzido para diversos idiomas. Publico uma parte do prefácio:
A Encarnação de Deus atinge o seu verdadeiro ápice de auto-humilhação e autoesvaziamento no Mistério da Eucaristia. Neste sacramento o mistério do “Deus conosco” se revela de modo insuperável, com todas as consequências do incomensurável amor de Deus.
Cristo não é somente o “Deus conosco”, Ele é o Deus que na pequena Hóstia Consagrada se entrega de modo incondicional nas mãos dos homens, renunciado a sua própria defesa. Jesus Eucarístico na Hóstia Consagrada
é verdadeiramente o mais pobre e o mais indefeso na Igreja, e isto acontece em primeiro lugar durante a distribuição da Comunhão.Durante a distribuição da Comunhão se constata nos nossos dias o fenômeno de uma surpreendente falta de sensibilidade e de cuidado diante de todas as exigências concretas da presença real e substancial do Deus Encarnado na pequena Hóstia Consagrada. Os necessários atos exteriores de adoração, de sacralidade e respeito no trato com a Hóstia Consagrada são geralmente reduzidos ao mínimo. O modo exterior de tratar a Hóstia com gestos de adoração conduzem a uma fé na Encarnação e na Transubstanciação eucarística.
A Eucaristia é o verdadeiro coração da vida da Igreja. Se o culto concreto ao Deus Eucaristia se torna objetivamente reduzido, o coração da vida da Igreja estará ferido. Para curar o coração da vida da Igreja nos nossos dias é necessário recuperar o modo de tratar Jesus Eucarístico na Hóstia Consagrada – ainda no seu menor fragmento, que não é nada menos que Nosso Senhor mesmo.


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